Projetar seu app para gerar conversões

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O Google realizou uma pesquisa detalhada sobre experiência do usuário para descobrir o que leva os usuários à ação de conversão. Essa pesquisa usou apps de diferentes indústrias, incluindo comércio eletrônico, seguros, viagens, pedidos de alimentos, vendas e serviços de ingressos, gestão financeira e muito mais. As recomendações resultantes ajudarão você a fazer com que seu app se destaque como útil, relevante e valorizado.

  • Mostre o valor de seu app antecipadamente. Conquiste os usuários atendendo às necessidades deles de forma clara e insira calls-to-action evidentes e em destaque. Destaque os novos e os principais recursos do app no contexto próprio deles, gerando satisfação e interesse.

    O que fazer:

    "Alugue", "Compre" e "Venda" são calls-to-action claras.

    O que não fazer:

    A call-to-action "Faça o teste agora" é vaga e não é voltada para a ação.

  • Organize e rotule as categorias do menu de forma intuitiva. As categorias do menu devem ser claras e distintas, sem temas parecidos. Elas devem estar alinhadas com os modelos mentais que os usuários têm das categorias. Isso é particularmente importante quando o usuário recorre a um menu como último recurso, depois de esgotar as opções de pesquisa.

    O que fazer:

    Categorias de produto distintas, evitando confusão.

    O que não fazer:

    O conteúdo das categorias de produto não deve ter temas parecidos, como acontece em "Calçados masculinos" e "Caminhada".

  • Permita que os usuários voltem uma etapa com facilidade. Controles de navegação granulares, como uma navegação de retorno apropriada, são itens valiosos para ajudar os usuários na conversão. Ajudar o usuário a voltar uma etapa e não se sentir forçado a recomeçar a partir da tela inicial elimina muita frustração.

    O que fazer:

    A navegação de retorno deve voltar uma etapa no fluxo do modo que os usuários esperam.

    O que não fazer:

    A navegação de retorno não deve tirar os usuários do fluxo, causando confusão.

  • Facilite a alteração manual da localização. A detecção automática de localização feita com a API Google Places ajuda a poupar o tempo do usuário. No entanto, há momentos em que os usuários precisam encontrar uma loja ou outro recurso que não está localizado nas proximidades.

    O que fazer:

    Oferecer ao usuário um controle óbvio para escolher a localização.

    O que não fazer:

    Não oferecer uma forma óbvia para o usuário mudar a localização.

  • Crie transições sem atrito entre os apps para dispositivos móveis e a Web para dispositivos móveis. Use as Guias personalizadas do Google Chrome para criar uma transição uniforme entre conteúdo nativo e da Web, apresentando aparência ou layout semelhante nas duas plataformas. Além disso, certifique-se de que a transição seja ágil e que o benefício, em comparação com qualquer atrito restante, valha a pena.

    O que fazer:

    A transição entre app e site não deve ter atrito e deve apresentar design consistente e otimização da velocidade.

    O que não fazer:

    A experiência visual e de interação não deve mudar entre o app e o site.

  • Exiba o campo de pesquisa em destaque e siga as orientações para padrões de pesquisa do Material Design. Considere a possibilidade de usar uma barra de app persistente no widget de pesquisa do seu app, para que os usuários possam encontrar de forma consistente e fácil o conteúdo que estão procurando.

    O que fazer:

    Um campo de pesquisa exposto pode ser encontrado facilmente.

    O que não fazer:

    O recurso de pesquisa não deve ficar escondido atrás de uma opção do menu.

  • Use uma indexação de pesquisas eficiente. Os usuários esperam que a pesquisa no app funcione tão bem quanto a Pesquisa Google. Funções úteis incluem correções ortográficas automáticas, reconhecimento de palavras-raiz, previsões de texto e sugestões enquanto o usuário digita o texto. Esses recursos ajudam a agilizar o processo de pesquisa, reduzem erros e mantêm os usuários nas atividades que levam à conversão. Consulte orientações sobre como criar uma interface de pesquisa, adicionar sugestões personalizadas e adicionar sugestões de consultas recentes.

    O que fazer:

    Uma indexação de alta qualidade traz resultados direcionados e úteis para os usuários.

    O que não fazer:

    Uma indexação de pesquisas ineficiente oferece uma experiência de pesquisa ruim.

  • Forneça opções de filtragem e classificação para ajudar os usuários a restringir e organizar os resultados.

    O que fazer:

    Fornecer opções eficientes de filtragem e classificação para que seja possível restringir os resultados da pesquisa.

    O que não fazer:

    As opções de filtragem ou classificação de resultados não devem ser excluídas nem ficar ocultas, exigindo que os usuários leiam muitos itens.

  • Forneça informações de pesquisas e compras anteriores para poupar o tempo e o esforço do usuário. Isso é particularmente importante em apps usados com muita frequência, em que o usuário faz pesquisas ou compras repetidas.

    O que fazer:

    O usuário pode selecionar um termo de pesquisa usado anteriormente para utilizá-lo outra vez.

    O que não fazer:

    Os usuários não devem ser obrigados a digitar cada pesquisa na íntegra, principalmente quando ela está sendo repetida.

Resenhas e comparações de produtos

  • Faça com que as resenhas dos usuários apareçam classificadas e filtradas para que eles possam ler uma história real sobre um item. As resenhas dos usuários são um componente importante para a tomada de decisão de compra. Um alto número de resenhas dá mais confiança aos compradores. Possibilite que o usuário consulte as resenhas mais recentes, as mais positivas e as mais negativas para descobrir temas comuns. Resenhas verificadas de usuários que adquiriram o item também são muito bem-vindas.

    O que fazer:

    A filtragem e a classificação devem estar ativadas na seção de resenhas dos consumidores.

    O que não fazer:

    As opções de filtragem nas resenhas dos clientes não devem ter sido excluídas nem estar ocultas.

  • Ative os recursos de comparação de compras para que os usuários possam comparar itens de interesse e para ajudar a impulsionar as decisões de compra. Sem essa funcionalidade, os usuários de apps são obrigados a colocar vários itens no carrinho para compará-los ou para lembrar quais itens querem visitar mais tarde.

    O que fazer:

    Os usuários devem ter a possibilidade de fazer comparações diretas entre casas usando uma ferramenta de comparação.

    O que não fazer:

    Os usuários não devem precisar lembrar-se dos itens que querem comparar.

Opções de pagamento

  • Forneça várias opções de pagamento de terceiros, como PayPal e Google Pay, para atender às expectativas dos usuários, evitar formulários adicionais durante a finalização da compra e transmitir uma sensação de segurança ainda maior aos compradores.

    O que fazer:

    Oferecer várias formas de pagamento para dar opções e controle ao usuário.

    O que não fazer:

    Limitar os usuários a uma única opção de pagamento.

  • Facilite a edição e a adição de formas de pagamento, com opções como teclado numérico para a inserção de números de cartão ou leitura de cartões de crédito. Inclua o recurso de adição de vários cartões e uma função para alternar entre eles.

    O que fazer:

    Permitir que os usuários editem as formas de pagamento já armazenadas e adicionem outras.

    O que não fazer:

    Não oferecer um recurso para editar nem adicionar novas formas de pagamento.

Registro

  • Forneça aos usuários benefícios claros antes de solicitar que eles se inscrevam e só peça a um usuário para se registrar se isso for imprescindível. A menos que haja um retorno imediato, como a solicitação de um serviço de transporte ou a entrega de alimentos, os usuários costumam abandonar apps que pedem informações pessoais de antemão. Apps com baixo reconhecimento de marca, ou seja, aqueles em que a proposta de valor não é clara, acabam tendo que ultrapassar um obstáculo maior quando solicitam o registro do usuário logo no início da experiência. Considere a possibilidade de oferecer a opção de comprar sem login no ponto de conversão.

    O que fazer:

    Uma experiência atraente deve ser oferecida de antemão, sem exigir que o usuário insira informações pessoais.

    O que não fazer:

    Exigir um registro antecipado impõe uma grande barreira.

  • Diferencie as ações "Fazer login" e "Inscrever-se" para evitar que os usuários escolham a ação errada ao tentar criar uma conta.

    O que fazer:

    A interface deve ser simples, e as calls-to-action devem ser distintas.

    O que não fazer:

    A falta de distinção entre calls-to-action pode resultar em erros.

  • Simplifique a experiência de autenticação por senha. Procure usar recursos como o Login do Google para Android, o Smart Lock e as dicas de login, que fazem parte da plataforma de identidade do Google, para minimizar o número de etapas necessárias de autenticação. Também é possível usar a autenticação por impressão digital e técnicas semelhantes.

    O que fazer:

    Uma autenticação eficiente, como o login por impressão digital, proporciona uma experiência sem atrito.

    O que não fazer:

    A autenticação por texto é uma causa comum de erros.

Formulários e inserção de dados

  • Crie formulários fáceis de usar seguindo as orientações de Material Design sobre campos de texto e usando ferramentas como a API Places para fornecer opções de preenchimento automático. Verifique se o formulário é compatível com o modo como os usuários inserem as informações. Crie telas que interpretem os diversos formatos de entrada em vez de tentar fazer com que o usuário se adapte às limitações do app. Além disso, verifique se os campos de formulário não estão sendo obstruídos por elementos de interface, como o teclado. À medida que o usuário preenche os campos de um formulário, faça com que ele avance automaticamente para o próximo campo na tela.

    O que fazer:

    Os campos de formulário devem permitir a formatação flexível das informações, e o formulário deve avançar para cima conforme o preenchimento.

    O que não fazer:

    O formato para inserção de dados não deve ser prescritivo (três campos para o número de telefone), e os próximos campos do formulário não devem ficar ocultos atrás do teclado.

  • Comunique erros de formulário imediatamente e forneça ao usuário feedback para mostrar a ele quando uma área do formulário foi preenchida ou validada corretamente. Teste a experiência para garantir que o processo seja tranquilo e que o fluxo não seja interrompido.

    O que fazer:

    Mensagens de erro úteis devem ser fornecidas no contexto, à medida que os dados são inseridos.

    O que não fazer:

    A inserção de dados no formulário não deve ser validada apenas depois do envio, e a mensagem de erro fornecida não deve estar fora de contexto, sem recomendações úteis.

  • Disponibilize um teclado compatível com as entradas necessárias para que o usuário não precise trocar de teclado. Implemente isso consistentemente em todo o app.

    O que fazer:

    Um teclado numérico adequado deve ser fornecido automaticamente em campos que exigem a inserção de números.

    O que não fazer:

    O app não deve exigir que o usuário toque na tecla numérica do teclado para ativar a inserção de números.

  • Forneça informações úteis no contexto dos formulários para ajudar os usuários a avançar facilmente. Por exemplo, quando o usuário tiver que marcar datas, forneça uma agenda mensal para eliminar a necessidade de deixar o app e verificar a agenda do smartphone. Isso também reduz o risco de o usuário se distrair com outra tarefa.

    O que fazer:

    Recursos úteis, como widgets de agenda, devem estar disponíveis para a inserção de dados, e explicações sucintas devem ser fornecidas.

    O que não fazer:

    Os usuários não devem ficar sem um recurso de inserção de dados adequado nem um texto de ajuda para o preenchimento do formulário.

Usabilidade e compreensão

  • Fale o idioma dos usuários e siga as diretrizes para escrita do Material Design. Use termos e frases comumente entendidos e evite termos específicos da marca para não confundir os usuários.

    O que fazer:

    A terminologia ("Compre", "Alugue", "Venda" etc.) deve ser clara e estar livre de jargões desnecessários, para evitar confusão.

    O que não fazer:

    Terminologias não convencionais ("Aninhe-se", "Migre" ou "Voe") podem confundir os usuários, dificultando a descoberta e a compreensão.

  • Insira rótulos de texto e legendas de ícones para esclarecer informações visuais. Os ícones de menu, carrinho, conta ou localizador de lojas, bem como os ícones de ações, como filtragem ou classificação, não são bem entendidos por todos. Ícones com rótulos costumam ser mais usados. Além disso, apps que fornecem categorizações visuais com uma legenda costumam ser mais bem compreendidos pelos usuários.

    Dicas: para texto e ícone, use a classe Button com o atributo android:drawableLeft. Consulte o guia do desenvolvedor para saber mais. Ao adicionar rótulos e descrições a ícones e botões, é sempre bom tornar os apps acessíveis.

    O que fazer:

    Ícones rotulados ajudam a transmitir o significado com mais facilidade e são compreendidos de modo consistente.

    O que não fazer:

    Ícones sem rótulos muitas vezes são mal compreendidos e podem causar confusão.

  • Ofereça um feedback visual responsivo após ações significativas. Quando os usuários adicionam um item ao carrinho ou enviam um pedido, a falta de feedback pode levá-los a questionar se a ação foi processada.

    O que fazer:

    Um feedback visual claro. Aqui, a confirmação toma a forma de uma mensagem, e o feedback fornece garantia de que a ação ocorreu.

    O que não fazer:

    Se nenhum feedback visual for fornecido após uma ação, como a adição de um item ao carrinho, os usuários não saberão se a ação foi mesmo processada.

  • Permita que o usuário controle o nível de zoom ao visualizar uma imagem. Além disso, evite aplicar um nível de ampliação arbitrário que force o usuário a olhar para uma parte específica do item ou que exiba a imagem parcialmente fora da tela.

    O que fazer:

    O usuário deve conseguir controlar a profundidade e a área do zoom.

    O que não fazer:

    O recurso de zoom não deve ser restrito a um nível e local específicos, o que resulta em frustração.

  • Peça permissões no contexto correto para aumentar as chances de o usuário conceder a permissão necessária para aproveitar o app por completo.

    O que fazer:

    É solicitado que o usuário conceda a permissão de localização no contexto de uma tarefa relevante, por exemplo, depois de pesquisar o endereço de uma loja.

    O que não fazer:

    É solicitado que o usuário conceda a permissão de localização sem haver qualquer relevância para o contexto nem para a tarefa em execução.